Eu Sou


Eu... Poeta fajuto, filósofo de beira de estrada, existencialista luxuoso, burguês mal amado, palhaço triste... Uma contradição... Por fim, anjo com asas de arlequim, com muito orgulho!

Links


Júnior Creed no ORKUT
Escritos humanos
Algumas observações
Inferninho particular
Ment-insana
Blog da Polly
Sobrou pra você
Cascudeando
Lizzie Pohlmann
Desordens mirabolantes
André Kaworu
Toda forma de amar
Crepúsculo dos deuses
Ghiza Rocha
Isa Mozzer
Digitais de cada um
Unsettled-thoughts
Preciso tanto aproveitar você
Histórias desconexas
Ney Alexandre
Termo abstrato
My silence
Palavras oblíquas
Poucas palavras
Estalar os dedos
Desinencial
Visite a vontade
Luis Antônio
Blog da Fabi Tavares
Carla Renata
Girl style
Others
Blog da Adriana
Nova felicidade
Intellect de luxes
Quase poema
Minhas coisas pequenas
Andrea Boulhosa
Rastros de...
Silêncios do coração
Dear catastrophe
Aqueta
Palavras no ventilador
Bombom assassino
Incompreendida
Quase amor
Pulcro
Segredos de liquidificador
Escritor de contos
Rico Salles
Íntimo e pessoal
Amor e hemácias
Jean Wyllys
Aguinaldo Silva
Te dou um dado
Aleluias e agonias
Tudo o que eu sinto
Pensamentos ilegais
"Trajédia"
Diary Priii
Baú das ilusões
Formato híbrido
Vale da inquietude
Jessica essence
Sem amor,só a loucura
Shoe me
Papel Pop
Os butiás do meu bolso
Opiblogger
Ébrio de vinho e poesia
Poetisando o amor
Margaridas na janela
Futilidades à parte
Abysinto
Sinta o vento
Ireth-half-elf
Diário de uma estranha
Uma dama comenta
Era uma vez um nariz vermelho
Eu e mim mesma
Blog da Rosana
Deu zebra
Beira do mar aberto
A legião estrangeira

Arquivos

- 01/07/2008 a 31/07/2008
- 01/06/2008 a 30/06/2008
- 01/05/2008 a 31/05/2008
- 01/04/2008 a 30/04/2008
- 01/03/2008 a 31/03/2008
- 01/02/2008 a 29/02/2008
- 01/01/2008 a 31/01/2008
- 01/12/2007 a 31/12/2007
- 01/11/2007 a 30/11/2007
- 01/10/2007 a 31/10/2007
- 01/09/2007 a 30/09/2007
- 01/08/2007 a 31/08/2007
- 01/07/2007 a 31/07/2007
- 01/06/2007 a 30/06/2007
- 01/05/2007 a 31/05/2007
- 01/04/2007 a 30/04/2007
- 01/03/2007 a 31/03/2007
- 01/02/2007 a 28/02/2007
- 01/01/2007 a 31/01/2007
- 01/12/2006 a 31/12/2006
- 01/11/2006 a 30/11/2006
- 01/10/2006 a 31/10/2006



Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.


UOL

 



Listas, listas...

 

7 coisas que eu quero fazer antes de morrer

 

7 coisas que eu mais falo

 7 coisas que eu faço bem



- by Júnior Creed at 17h40
[ Deixe seu comentário ]
------------------




 7 coisas que eu não faço bem

  • Desenhar
  • Cozinhar
  • Esquecer desaforos 
  • Qualquer tipo de esporte
  • Arrumar qualquer coisa (minha mesa, minha cama, meu quarto...).
  • Falar com estranhos no telefone
  • Esperar gente lerda

 7 coisas que me encantam

  • Cinema
  • Livros
  • Cartas
  • Cd´s
  • Rock
  • Sorriso sem jeito
  • Meus (poucos) amigos

 7 coisas que eu não gosto

  • Gente irresponsável
  • Axé music
  • Fanatismo religioso
  • Pessoas que se aproveitam da boa fé alheia
  • Tédio
  • Mentiras
  • Alienação

Desafio feito, desafio aceito!

Abomino correntes... Mas quando são legais, eu costumo não quebrá-las. É o caso dessa que a Debbie passou... Não vou repassá-la a ninguém, mas quem quiser ser “acorrentado” também, fique à vontade...



- by Júnior Creed at 17h36
[ Deixe seu comentário ]
------------------




Éramos duas pessoas em uma... Eu só captava o ar sutil dos pensamentos do meu outro eu. Ele me chamava ao lado, me indicava que caminho seguir. Eu era o meu sonho e o meu pesadelo. Descendo nas barreiras do abrigo que me cercava, eu sentia medo, talvez. Os meus sentimentos nunca estiveram claros. Ao menos sabia de minha própria existência. Minha face sempre foi ambígua, nunca sabia realmente o que eu sentia...

Amanheci quieto dentro de mim, as vozes do meu eu calaram-se, perturbara-me menos na noite passada. Passei a manhã inteira cercando o cigarro que me fitava como um carrasco... Almíscar, perfume barato, aroma provenientemente voluptuoso adentrava minhas narinas. Eu, pecador. Eu, leigo de mim mesmo, perdido, à beira do abismo. Quem eu sou?  O que eu sou? O que eu já fui? Tantas perguntas... E meu sexo, escroto e barato, nunca me dará as respostas... Mas, mesmo assim, amanhã sairei de casa, andarei pelos becos escuros a procura de transa fácil... Meu corpo é sujo, minha alma é perdida...

Adianto agora os passos para chegar mais cedo ao encontro comigo mesmo num exercício desequilibrado de auto aceitação. Interrogo este verme que tem minha imagem refletida ao espelho quando me vejo. Arranco meus trapos, deslizo nu na água morna... Lavo meu corpo, minhas taras com água sanitária para tirar qualquer resíduo promíscuo que não sai da minha mente, mas não desvincula do meu corpo. Grito, choro, luto comigo mesmo, sou um covarde. Me arrumo e saio de casa.

Meu gozo não me satisfaz... Minha companhia não me satisfaz... Minha vida não me satisfaz... Tenho eternamente um nó na garganta, uma palavra presa, palavra que busco, mas não a encontro.

No desespero faço meus pulsos sangrarem... É bonito ver o sangue escorrendo e sujando o chão branco do banheiro daquele prostíbulo imundo. Esse meu vício é um prazer efêmero, o único que ainda me é proporcionado.

Misturado ao esperma, o almíscar já nem cheira tão forte, sinto nojo do que me transformaram... Ou eu me transformei? Ah, vozes malditas... O outro eu me culpa incessantemente. Travamos guerra... Dualismo! Quem vive? Quem morre? O que é a verdade, o que eu sou por fora ou o que sinto por dentro? Será os meus dois EU's a verdade?

No caminho de volta à minha casa, me lembro de passagens significativas da minha existência. Resultado da bebida em abundância, do sexo mal feito e do asco a mim mesmo. Eu me reviro em pensamentos. Dramas, temas, ruídos, fonemas... Acho que é tarde para pensar, a dor de existir sucumbe qualquer análise mais precisa dos meus atos. Meus dias são assim, esse pensar e repensar minha essência... Buscá-la no infinito do meu eu... Amanhã, ao acordar, será bem pior, irei encarar lúcido o espelho, livre das químicas que agora interferem meus pensamentos...

(E meu outro eu também sou eu. Aprendi que é essa coexistência que me permite ainda existir. Yin, o lado feminino, passivo, terrestre, absorvente, frio e obscuro do meu ser. Yang, o lado masculino, ativo, celeste, penetrante, quente e luminoso. Ainda procuro pelo ponto de equilíbrio, mas agora consciente da necessidade de ser dois em um.).

 

 

Escrito por Júnior Creed e  Darlan Costa

Para conhecer o blog do Darlan, clique aqui



- by Júnior Creed at 15h24
[ Deixe seu comentário ]
------------------




“Don´t try to wake me

  In the morning

  ´Cause I will be gone...”

 

                      (Asleep, The Smiths)

 

 

Terminada a encenação, as cortinas se abaixam... Hora de tirar qualquer vestígio do personagem que fui obrigado a interpretar. É cedo, talvez, mas palavras não esperam a hora de serem ejaculadas. No subconsciente há uma linha tênue e serena que vai ludibriando os fatos, conduzindo a um desfecho favorável, tornando os acontecimentos apáticos em sorrisos amarelos, narizes vermelhos e maquiagem carregada, quando na verdade, os sonhos são bem menos pintados. Eu quero comprar bexigas coloridas e enfeitar o pátio do vigésimo andar do meu coração, já deveria ter feito isso há anos, mas o medo, essa insegurança cretina, soube entorpecer, pomadinha anestésica, cada sombra de devaneio que me permiti criar. Datado o escopo de ilusões, coloco-as num envelope lacrado na quarta-feira de cinzas pela manhã, o correio não fica tão longe de casa e ao ritmo que vou andando chego rápido, posso respirar esse ar menos carregado, quem sabe até aprecio a paisagem bucólica... Meus olhos vermelhos não negam, andei chorando sim. Mas não foi o choro dos desconsolados, do Pierrot apaixonado no salão, desencantado pelo desprezo da Colombina... Foi um choro de alívio. Desfiz os laços que me prendiam e embora, por um minuto e alguns curtos segundos, tenha me sentido sozinho, aqui estou eu, vivo, sem amarras. Os confetes e as serpentinas foram trocados por um louco desejo de amor a mim mesmo.



- by Júnior Creed at 14h21
[ Deixe seu comentário ]
------------------




“...Luz acesa, me espera no portão
     Pra você ver...
     Que eu to voltando pra casa...”

                                              

                                          (Casa, Lulu Santos)

No caminho de volta eu pensei em tanta coisa... principalmente em como é bom estar vivo e atento para a vida.

 

Começando a escrever de trás pra frente, é um fato. Quem pediu linearidade? Acredito que essas curtas férias foram tudo, exceto típicas e lineares. Eu estava precisando respirar novos ares. Dias calmos, agitados, de muito sol, de chuva de verão, de calores intensos, amigos novos e velhos. Se o mundo parasse num eclipse total poderíamos ser achados mediante o brilho que emanava dos sorrisos. Bienal de artes da UNE... O Brasil se misturando em cores, estilos e agitos. Do baile funk ao som poético do Lenine, reggae, dance, Bossa nova, Gilbero Gil... Há diversos Brasis dentro do Brasil, já disse alguém, mas talvez não captemos a idéia ao vislumbrar misturada a miscigenação. Eu me perdia em olhares curiosos... aqui, ali, hoje, amanhã... os dias passaram rápidos. Mas num curto espaço te tempo, pude rever valores, conceitos, quebrar preconceitos. A praia do Leme, fantasticamente estratégica, nas proporções mais minimalistas, inspira paz. Ah, Rio de Janeiro de tantas pessoas, numa semana alegria, na outra choro. Arrastaram não só uma criança pelas ruas, arrastaram uma vida. Agora flores vermelhas vestem-se de um grito que pede escandalosamente PAZ. E no submundo há desespero...

 

 

Ah, agora tudo que mais preciso é voltar à ativa, há ainda preso em mim a vontade de ficar quietinho lendo um livro deitado na minha cama, escutando Legião Urbana no volume máximo... Me lembro das pedras do Arpoador, cantadas em verso e prosa pelo Cazuza, lugar onde eu também vaguei... Aos poucos a vida vai voltando ao normal... Vagarosamente...

 



- by Júnior Creed at 17h23
[ Deixe seu comentário ]
------------------