Eu Sou


Eu... Poeta fajuto, filósofo de beira de estrada, existencialista luxuoso, burguês mal amado, palhaço triste... Uma contradição... Por fim, anjo com asas de arlequim, com muito orgulho!

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UOL

 



Como prometido, aqui estou eu indicando os 05 blogs que me fazem pensar... Tarefa árdua, mas os meus escolhidos são os seguintes:

 

Menina Trovão Se eu pudesse colocar dois adjetivos para o blog da Sila, seriam: Intenso e verdadeiro. É incrível como a menina trovão faz de suas trovoadas, raios da mais pura e completa sinceridade. Gosto de lê-lo com calma degustando cada nova aventura ou apertando os lábios para cada dilema, que ela, de modo genial, descreve.

Ghiza Rocha Costumo chamar a Ghiza de ‘minha poetisa escolhida’. Identifico-me com suas palavras a ponto de me apossar de algumas delas. É de uma força tão descomunal que transforma o triste em belo, o cortante em maravilhoso. Não são meras poesias, são sensações, vibrações...

Idéias marginais Para cada arte, uma característica: fala-se de cores de Almodóvar, cores de Frida Khalo, nas palavras do Darlan, as palavras também têm tonalidades que vão desde o negro da escuridão até o vermelho da paixão. Além de notas musicais fluindo por cada letrinha...

Quase Poema O blog do Guto é paixão à primeira lida. Além de belo cronista, é dono de uma sensibilidade que é capaz de saltar da tela do computador para dentro de mim. É o tipo de blog entorpecente, leio e me envolvo em situações ou me reporto a sensações passadas. Mas, uma vez lido, sempre sentido.

Escritos humanos O nome da dona desse lugar já diz absolutamente tudo: Fé Notável.

Menina apaixonada e apaixonante. Notável no sentido mais amplo da palavra. É impossível não se deixar inebriar por uma pessoa de alma tão vívida... que faz dos seus escritos, humanos.

 

P.s.: Agora é a vez de cada um dos escolhidos, pegar o selinho e indicar mais 05 blogs. Abraços!



- by Júnior Creed at 11h07
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“He slides inside
Half awake, half asleep
We faint back
Into sleephood
When I wake up
The second time
In his arms
Gorgeousness
He's still inside me”

 

(Cocoon, Björk)

 

Eu te chamo dia, pois amanheceu assim, pra mim. Trouxe consigo a alegria que me faltava. E se navego nos seus olhos, me perco no mar fascinante, nesse azul celestial. Das noites, sonhadas em vão, que lembrança não quero sentir mais. Ele veio e trouxe a magia, nosso sono é quase um transe, e não preciso ter medo de fantasmas perdidos... Respiramos juntos, astutos. Batidas ritmadas dos nossos corações alvoroçados formam a trilha sonora favorita para o repouso no peito do meu amor. Como uma redoma capaz de me proteger dos perigos de ontem, eu sustento nas pontas dos dedos as sensações doces que emanam quando estamos juntos. Eu beijo na ponta do nariz, e faço votos que essa paz nunca termine. Espero acordar e me deparar com um sorriso junto ao meu. E eu nunca pensei que estar alheio às inclinações mundanas fosse tão interessante. Assistir o relógio passar de maneira desenfreada e não poder fazer absolutamente nada, e ainda assim estar feliz, pois inspiro-me nas eternidades que duram pouco mais que meia hora... Bons dias, paixão!

P.s.: Quero fazer um agradecimento todo especial a minha amiga blogueira Cristiane, que indicou o Vale da solidão como um dos 05 blogs que fazem-na pensar. Fico lisonjeado pelos elogios, já que não me considero (nem sou) escritor, apenas passo para o papel as diversas sensações que sinto e falo dos sentimentos que me rodeiam. No decorrer da semana, faço minha listinha também. Um forte abraço, Cris. E quem quiser conhecer o blog dela é só clicar na imagem acima.



- by Júnior Creed at 17h44
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“It's okay
Dry your eye
Dry your eye
Soulmate dry your eye
Dry your eye
Soulmate dry your eye
Cause soulmates never die”

 

(Sleeping with ghosts, Placebo)

 

Se eu encosto a boca em teu sexo, se na singular linearidade do contexto, suados, perdemos o nexo, eu me obrigo a me desprender do sentimento e me deixo levar pela magia do prazer que queima meus sentidos, aguça o meu eu animal... Não nego a pretensão, trazer-te sóbrio fez da minha alma, porão do vazio inconsolável, mas, sedado, pelo gozo que se expande, faço do teu corpo extensão do meu... É onde encontro refletido, nesse espelho paralelo, as partes úmidas que pedem o ardor do desejo latente.



- by Júnior Creed at 17h52
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Dois Amantes

Dois amantes ditosos fazem um só pão,
uma só gota de lua na erva,
deixam andando duas sombras que se reúnem,
deixam um só sol vazio numa cama...
De todas as verdades escolheram o dia....
não se ataram com fios senão com um aroma,
e não despedaçaram a paz nem as palavras...
A ventura é uma torre transparente...
O ar, o vinho vão com os dois amantes,
a noite lhes oferta suas ditosas pétalas,
têm direito a todos os cravos...

Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem muitas vezes enquanto vivem...
têm da natureza a eternidade...

Pablo Neruda



- by Júnior Creed at 07h55
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Recebi uma tarefa árdua da minha amiga blogueira  Polly: Citar e recomendar 05 bons livros que eu já tenha lido. Na hora de pensar nos títulos, tanta coisa apareceu à minha mente, que dariam também tantas histórias... Noites insones acalentadas por leituras e leituras, o ócio nunca teve vez na minha vida, pois sempre tive um livro na mão, um mundo novo ao meu alcance. E, com isso, adquiri um hábito um tanto quanto estranho: Até hoje, quando recebo um exemplar novo, cheiro-o e degusto o aroma paralisante das palavras em ebulição, juntinhas, sedadas e prontas para serem devoradas, degustadas...

A minha lista é a seguinte:

 

01)  Os sofrimentos do Jovem Werther ( J. W. Goethe) - O grande representante do movimento conhecido como “Tempestade e ímpeto” no Romantismo alemão.Como não citar essa verdadeira obra de arte? Cada citação de Werther é de uma poeticidade tão singular e estupenda que me emociona. Nas cartas direcionadas ao seu amigo Wilhelm, ele relata as agruras de ter um amor não correspondido. Sem dúvidas, o meu livro favorito, releio sempre e o tenho em minha cabeceira.

02)  A hora da estrela (Clarice Lispector) - A saga da jovem nordestina Macabéa foi o primeiro livro que me fez criar um dualismo enquanto lia: Eu não sabia se amava ou odiava a personagem. Clarice costura a história de uma maneira tão impressionante, chegando a ser cruel e doce ao descrever a jovem.E dói ler das palavras da Clarice, escondida na alcunha de Rodrigo, o narrador, que a história é verdadeira embora inventada. Eu não duvido da existência de mulheres como a personagem...

03)  Os dragões não conhecem o paraíso ( Caio Fernando Abreu) – O livro é formado por treze histórias, sempre escritas na primeira pessoa, que falam de amor e suas diversas ramificações (dor, alegria, tristeza, medo...). Costumo dizer que esse é meu livro punhal, ele me cutuca, me fere, por vezes. Gosto de relê-lo nas madrugadas, perto do dia raiar, durmo acordando para realidades paralelas, mas tão vívidas para mim. Grande Caio, grande amigo, companheiro.

04)  O apanhador no campo de centeio ( J.D. Salinger) – Eu o li na adolescência e as agruras e inquietações existenciais, além do humor ácido de Holden Caulfield eram também presentes na formação do meu eu. Me sentia preso, embora livre, assim como ele. De história sempre atual, é um clássico eterno, compartilhado por gerações.

05)  Diário de um sedutor ( Sören Kierkegaard) – A obra que suscitou minha curiosidade à vida do filosófo dinamarquês e verdadeiro pai do Existencialismo. Aqui, ele traça, em forma de diário, a história de um homem, preso no estágio estético de vivência, que usa artimanhas sedutoras para ludibriar uma jovem e torná-la, assim, mais uma de suas conquistas. Não é apenas uma obra literária, há uma intenção de discutir a problemática dos vícios (e não virtudes) na vida do homem. Dizem que o personagem principal é uma espécie de alter-ego do autor em seu período boêmio.

 

Não vou indicar as 05 pessoas para continuar o jogo, estejam livres. Mas se entrarem na brincadeira, me avisem! Vou adorar saber quais são os 05 livros mais marcantes na vida de vocês.

 



- by Júnior Creed at 18h03
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(print image)

Invejo todos os deuses reunidos no Olimpo, que nascem e se eternizam, em odes inebriantes... Empalideci, com o tempo maldito, escrevi versos nos quais o eu lírico impregnado fez-me sentir mais pena de mim do que o necessário. Poeta, amado, enlouquecido... Nas notas musicais, que são apenas sete, eu gravo silêncios ensurdecedores de rimas catastróficas. O desperdício do meu desejo, na rota do sacrifício, é tão forte que paira sob minhas asas machucadas, iluminando minhas (suas) composições. Loucuras, amores, tentações... E na insônia, ao lembrar da sua voz, te procuro em todo canto de mim, mas cadê o seu canto para me fazer dormir?

 

Sonâmbulo a pairar, sedento a tatear, nas curvas estreitas, hipnotizado...

 



- by Júnior Creed at 17h50
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