Eu Sou


Eu... Poeta fajuto, filósofo de beira de estrada, existencialista luxuoso, burguês mal amado, palhaço triste... Uma contradição... Por fim, anjo com asas de arlequim, com muito orgulho!

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UOL

 



Em preto e branco é o amor antigo em linha reta de portão quadrado, cenas de filmes antigos que passam sem cor sob minha retina.

 

 Eu gosto da magia torpe do cinema, dessa concreta realidade imaginária que ultrapassa a ficção e faz de cenas aleatórias marcas discrepantes de personas inúmeras. Instruir-me com Hollywood a musicar meu destino, faço dos meus sentimentos trilhas sonoras constantes, que se desmancham muito além das sete notas musicais. Aprendi com os musicais a bailar em meus dramas pessoais, me segurando na singela encenação métrica de rolos e rolos de imagens que se projetam na tela imensa à minha frente, sinto-me como a canção máxima que encerra o filme antes mesmo do “The end”, o coração sempre se aperta no último tocar, nem sempre há um adeus, mas todos se levantam vagarosamente enquanto os créditos vão subindo, a luz se acende, a magia se acaba... Mas em mim – aqui dentro – a fantasia apenas inspira, para o sonho que mistura ficção e realidade não expirar. Minha vida é uma coreografia de passos marcados, mas sem ensaios previstos.

 



- by Júnior Creed at 10h27
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"Eu te amo
Mas não posso mais rabiscar teu nome
Nos meu cadernos
Porque a vida é grande
E oferece possibilidades de outros amores
- amores sem dores -
e não quero privações.
Assim como você não quer.
Olha, hoje eu levantei da cama
E resolvi que meu amor por você é universo
Mas por questões nossas e indissolúveis
Não devo mais praticá-lo ativamente.

Vou guardar você dentro de mim
E jogar a chave fora."

Blog pensamentos meus, Lênio Monteiro



- by Júnior Creed at 18h42
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Na penumbra...

 

                                          Ao deus de sorriso perfeitamente imperfeito

 

 

Eu espero a hora passar como quem espera a última gota de esperança cair... Passam-se o tempo, mudam-se as estações, recomeça o devir terrestre, nutrem-se ilusões, divago sobre o nada... Apenas te vejo e isso me basta. Fuço seus arquivos, pareço maníaco, louco, doente, psicopata... Eu me perco nesse labirinto. Faço cópias de suas fotos 3 x 4, guardo-as para mim. Ouço suas músicas favoritas e faço delas trilhas minhas, eu te capto obsessivamente, eu te prendo dentro de mim. Eu te chamo em silêncio... Há pouco descobri que meu maior fascínio se esconde no seu mistério. Dos moços mais belos, já não me aproximo, não busco perfeição, além do mais os seus defeitos, meu deus de sorriso perfeitamente imperfeito, são os mais bonitos... Se eu me perco ao redor do teu braço e ouço o ruído de sua risada massageando meus ouvidos, ganho o meu dia e até mesmo o estresse rotineiro é facilmente destruído em contato com a imensa força que descubro conseguir por estar ao seu lado. Eu me jogo num jardim de girassóis ao te ver todos os dias e, mesmo á distancia, sua mão se reporta a mim. É uma parte do seu corpo que sabe de minha existência e eu, mesmo tímido, escondido em meu corpo, abro esse casulo que por vezes me vejo em torno e recebo o seu agrado em forma de saudação... A cada manhã é igual, o peso dessa doença frenética e destrutiva, faz de mim escravo dessa migalha de atenção.

 

Canções de rei

(Max Vianna)

 

Se eu fosse algum rei, fosse o teu Senhor
Eu proclamava a tua boca, um reinado meu
O teu corpo nu, meu santuário...

Se eu fosse algum rei, teu Imperador
Eu ordenava, teu coração a gostar do meu
Cada dia teu, meu calendário...

Inventava canções de rei,
Conquistava o teu amor,
Desobedeceria a lei,
Revelava quem eu sou
Te mostrava que só eu sei,
Onde tudo começou
Inventando canções de rei
Pra enfeitar o nosso amor...

 



- by Júnior Creed at 22h39
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(print image)

"Sou fração, tiro surdo,
Tilintante na blindagem das quatro indiferentes paredes dos meus sonhos,
Marginal, incansável,
Torturado numa velocidade assustadora,
Por uma cegueira constante
Que tolhe qualquer possibilidade,
Sou disparo sem calibre,
Sem origem,
Sem alvo,
Prossigo por não bastar-me,
Locomotiva desesperada,
Atrás de si própria nos trilhos do desconhecido..."

 

Ghiza Rocha, minha amiga e poetisa escolhida



- by Júnior Creed at 16h57
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Encontro

("Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável". Caio F.)

 

Se eu encosto a boca em teu sexo, se na singular linearidade do contexto, suados, perdemos o nexo, eu me obrigo a me desprender do sentimento e me deixo levar pela magia do prazer que queima meus sentidos, aguça o meu eu animal... Não nego a pretensão, trazer-te sóbrio fez da minha alma, porão do vazio inconsolável, mas, sedado, pelo gozo que se expande, faço do teu corpo extensão do meu... É onde encontro refletido, nesse espelho paralelo, as partes úmidas que pedem o ardor do desejo latente.

 



- by Júnior Creed at 10h36
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