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10 coisas que aprendi em 2007
Já é
(Lulu Santos)
Sei lá...
tem dias que a gente olha pra si
e se pergunta se é mesmo isso aí
que a gente achou que ia ser
quando a gente crescer
e nossa história de repente ficou
alguma coisa que alguém inventou
a gente não se reconhece ali
no oposto de um déjà vu
sei lá...
tem tanta coisa que a gente não diz
e se pergunta se anda feliz
com o rumo que a vida tomou
no trabalho e no amor
se a gente é dono do próprio nariz
ou o espelho é que se transformou
a gente não se reconhece ali
no contrário de um vis a vis
por isso eu quero mais
não dá pra ser depois
do que ficou pra trás
na hora que já é!
Feliz ano novo!

Quando penso em Natal, lembro da minha infância. Talvez por isso essa data tenha uma aura nostálgica, de um tempo bom que ficou guardado para sempre dentro de mim. Preso ao pacote de recordações, a melancolia doce de um passado se limita a ver a data pelo ângulo da inocência. Hoje crescido, sem muitas crenças, aprecio a atmosfera que vai muito além da figura dos inúmeros Papais noéis que se proliferam como vírus em cada parte desse mundo capitalista.
Eu quero a verdadeira essência. Se no Natal comemora-se o nascimento de uma criança, cubro-me com o véu da ingenuidade e permito-me não enxergar o espírito do consumismo pairando, recito canções antigas que falam de corações cheios de sonhos envoltos ao soar dos sinos de Belém e iluminados pelo brilho incessante da estrela guia.
Desejo um feliz Natal a todos!
Minha amiga secreta é... Cynthia Tesla
Cynthia, não sei se a conjunção dos astros e estrelas fizeram uma órbita de níveis aproximados ao impacto de uma batida entre Marte e Vênus, mas parecia estranho e interessante falar com você sobre amor, já que eu imaginava que o amor, romântico, não fizesse parte da sua persona. Não o amor idealizado, nutrido, doutrinado, dogmatizado, mas naquele dia de chuva – daqui – e desespero – daí - percebi que o amor, este sentimento lânguido e febril, capaz de doer em cólicas da mais pura felicidade era algo indissociável de sua figura. Talvez o vídeo dos beijos que você me enviou ou algumas letras que eu pesquisei na hora de pensar em seu presente me fizeram te rever, e assim, te redesenhar. Se eu pudesse te enviar um presente real e ainda assim imaginário, te daria uma caixa enorme com um ticket vale-amor, e você teria a oportunidade de selecionar atos, gestos, falas, qualidades e defeitos de uma pessoa e tê-la para sempre ao seu lado. Mas aí eu me pergunto: será que teria graça? Se a verdade do amor nasce na descoberta do outro para si, talvez perdesse a magia do conquistar, do conhecer, do aceitar... Então, segue o meu desejo de que você encontre um amor à sua altura e que sinta com ele o prazer da descoberta. Gosto muito de você!
"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem amenor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."
Arnaldo Jabor, autor.

E... ou... enfim amor possível, amor
Que seja doce o encontro que o destino traçará para cruzar nossos caminhos e eu esteja atento a cada toque de sincronicidade que se formará numa teia de esfera tão tênue como a da espessura de uma bolinha de sabão. Que eu pegue o caminho errado, que eu me perca numa rua sem saída. Ou que eu disque o número errado e seja o seu, e que conversemos sobre as relações interpessoais entre estranhos ou fiquemos quietos só ouvindo a respiração um do outro, esperando que alguém desligue o telefone primeiro. Ou talvez eu chegue atrasado no ponto de ônibus e sente do seu lado, e você puxe conversa, porque embora não aparente, sou tímido. E possa ser que o ônibus esteja lotado, seja na hora do rush, e eu peço para levar seus livros, num gesto de educação, e um desses livros seja o meu favorito e eu comente contigo, e você me falará de outro, e mais outro, e nosso gosto não é só parecido na literatura, há um cantor que eu jurava que ninguém, nesse fim de mundo, conhecia, e você conhece. A gente pode se esbarrar na locadora, na sessão de filmes alternativos, e eu considero o Almodóvar maravilhoso e você concorda, mas você não viu ‘Fale com ela’ e eu te sugiro. Depois a gente se vê de longe no shopping e você vem em minha direção, comenta que o filme é lindo e que se emocionou. Você me convida para tomar uma bebida, mas eu não bebo nada alcoólico, e depois descubro que você também não bebe e só sugeriu algo forte porque não sabia o que falar nem o que oferecer, mas queria puxar assunto. E a gente fala do Natal que se aproxima e cativa todos ao redor, e eu pergunto da sua família. E você me diz que mora sozinho num apartamento há duas quadras dali e me convida para jogar baralho, qualquer dia. E porque não agora? E eu subo as escadas do seu prédio com o coração na mão, você abre a porta da sua casa e eu me ajeito no sofá. E eu peço água e você mata a minha sede com sua saliva. E a gente ri, depois do beijo, e você pede desculpa pela ousadia e eu digo que só perdôo se você me beijar de novo.

Simples eterno
“So maybe tomorrow I'll find my way home..”
...E desde a sua partida, aguardo ansioso um sinal seu. Um sinal de morte ou até mesmo de vida... Um sinal de esperança de que ainda eu e você sejamos nós. Nós, atados, nó cego, eu e você atrelados um ao outro, conspirando em planos de amor eterno, de sonhos perenes. Guardo a sua lembrança no coração e na mente como a gente guarda certos objetos que nos marcam para sempre, que nos remetem a cenas boas de nossas existências. De você, guardo até o trivial, o básico do sentimento, o cotidiano, a inquietação. Há digitais suas no meu corpo ainda, impressões que nos levam à porta do infinito. Apaga-se o tempo, cala-se o grito, eu me perco pelas vielas do meu subconsciente, chamando-o calado

Amigo secreto do Vale
Lista oficial dos participantes
(clique nos nomes e visite os blogs):
Júnior Creed (organizador)
O sorteio será realizado hoje às 18 horas.
E não esqueçam: a entrega dos presentes acontecerá no dia 22/12.
Boa sorte a todos!!!!

"As carícias da noite anterior
haviam sido intensamente maravilhosas,
de um engenhoso fogo de artifício,
irrupções de sóis e neons
explodindo no interior do corpo,
velozes cometas
dirigidos a todos os centros de prazer,
estrelas cadentes de profundas alegrias..."
In Uma Espiã Na Casa Do Amor - Anaïs Nin (Pag. 67)

Amigo secreto do Vale
Amigo secreto ou também Amigo oculto, é uma brincadeira tradicional das festas de fim de ano. É comum entre colegas de trabalho, de escolas, e de familiares (e porque não entre amigos-blogueiros?). A brincadeira ocorre da seguinte forma: cada participante tira um papel com o nome de outro participante, e não deve contar a ninguém quem é. No dia da brincadeira, há a troca de presente. Com a finalidade exclusiva de confraternizar proponho o “Amigo secreto do Vale” . O presente pode ser um texto, uma foto, um poema, uma música, um vídeo ou qualquer coisa que possa ser publicada em seu blog, no dia 22 de dezembro, presenteando o seu amigo secreto. Como o nosso amigo secreto vai reunir gente de longe e não tem como trocar os papéis, o sorteio será automático, feito por um site especializado, sem tramóias nem trambiques. Para garantir a sua participação é só deixar o seu e-mail de contato no espaço dos comentários. Dúvidas e problemas, é só usar o meu e-mail (creed.boy@hotmail.com) e entrar em contato que eu quebro o seu galho!
Ah! O sorteio será feito no dia 12/12, ok?
Boa sorte para todos!!!!!

Fluoxetina
I was alone, Falling free,
Trying my best not to forget
What happened to us,
What happened to me,
What happened as I let it slip.
I was confused by the powers that be,
Forgetting names and faces.
Passersby were looking at me
As if they could erase it
Baby did you forget to take your meds?
Baby did you forget to take your meds?
( Placebo, Meds )
Revele um pouco dos seus artifícios mágicos, porque é tarde e eu tenho sede e estou cansado e não tenho mais tempo e não enxergo mais nada e você vai embora antes da hora e eu ficarei sentindo sua falta, como sempre. Deixe a lista de suas canções favoritas anotadas num bloquinho porque eu quero sentir sua presença – mesmo na sua ausência – dentro de minha casa, invadindo minha sanidade, destruindo meu bom senso, gotejando sob formas múltiplas de sentimento morno e líquido quente que emana do seu baixo ventre. Retire-se da minha cama com delicadeza, faça um esforço para que eu permaneça dormindo, que eu não acorde no meio da noite nesse quarto espaçoso, porque eu tenho medo dos fantasmas que me afligem na escuridão dos meus pensamentos prematuros. Inebrie-se comigo por mais alguns minutos, me iluda com palavras certeiras para que a minha realidade torne-se mais sustentável, mais fácil de ser encarada. E mesmo que eu saiba que você blefa, eu fico atento às suas palavras, aos seus gestos, à sua boca, aos seus olhos abertos no momento do beijo, ao gosto da sua saliva, à sua pegada densa... E quando eu acordar, tudo terá menos cor, o dia nublado de sempre, pois tudo não passou de um sonho, delírio fugaz de minha mente fragilizada.