Eu Sou


Eu... Poeta fajuto, filósofo de beira de estrada, existencialista luxuoso, burguês mal amado, palhaço triste... Uma contradição... Por fim, anjo com asas de arlequim, com muito orgulho!

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UOL

 



Plágio é crime!!!!!!

 

Era só o que me faltava: descobri que andaram surrupiando meus textos aqui do Vale da solidão. E o que é pior, publicaram-nos devidamente mutilados, com a estrutura bem diferente do original ou com novas frases, que fazem com que meus textos percam a intenção e a identidade.  Fiquei um tanto quanto horrorizado, já que fala-se tanto na violência urbana (e eu nunca fui assaltado na “mundo real”), e acabei sendo roubado aqui no mundo virtual, por um usurpador sem face, mas com caráter sórdido e vil semelhante a de um maníaco. O blog dessa criatura é uma compilação de textos de outras pessoas, e possivelmente de muitos blogueiros que não sabem que estão sendo lesados artisticamente. Considero cada texto que escrevo como um pedaço meu que consigo externar, são todos feitos com um sentimento latente dentro de mim, e não admito que tirem uma vírgula do lugar, pois até nisso há uma razão e fere com meu propósito artístico. A infeliz da ladra colocou a minha autoria, mas mexeu na obra, o que não está correto, tentei contatá-la mas ela retirou a caixa de comentários, só me resta o aval da lei ou de um hacker. Provavelmente essa pessoa vai ler esse post, afinal ela me visita silenciosamente como ladrões de galinhas fazem e quero que ela saiba que as medidas legais e até as ilegais estão sendo tomadas, e exijo uma retratação, é o mínimo que ela pode fazer.

 

Abaixo estão as provas dos crimes:

 

Psicodrama – publicado originalmente no Vale da solidão em 20/03/2008

 A postagem copiada, modificada, pela ladra < clique aqui>

 

Quase história de amor – publicado no Vale da solidão em 28/07/2007

A postagem, acrescentada novas frases da ladra <clique aqui>

 

Gente, o assunto é sério. Denunciem quem faz plágio. Temos a lei dos direitos autorais do nosso lado, não fiquemos calados, nem lesados, nem aceitemos ver mutilados nossos textos, poemas, contos, enfim, qualquer manifestação artística.



- by Júnior Creed at 22h50
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Pois é...

 

Deve ser coisa do inferno astral ou da previsão do tempo que insiste em falar em calor, calor e calor que rima com amor, que por sua vez combina com dor e tudo isso me faz pensar em coisas horrendas. Se for uma trindade – calor, amor e dor -, dessa eu quero distância, mas a verdade é que tenho pensado em me manter mais quieto, distante e frio, para me encontrar mais perdido e me reencontrar mais sensato ou talvez porque eu esteja dispersando a calma fácil, desvairando pelo mínimo possível, de pavio curto, estou cada dia mais sensível e isso me deixa alheio, me torno arisco, apago fácil com qualquer ventania e derreto como vela sem castiçal, derramando cera quente para todos os lados. Eu temo que alguém descubra que eu ando triste porque eu estou com medo, de ser descoberto, de ser mal interpretado, de ser incompreendido, de ter um Alzheimer precoce e esquecer de todas minhas motivações. E permaneço no meu canto, procurando os cantos das coisas, as beiradas, os nuances, pisco como néon com defeito, de soslaio eu olho e tremo se me pegam encarando, eu estou com dificuldade de gerar qualquer coisa inteligente, porque me sinto mais confuso que os sóbrios insones, e eu também tenho perdido o sono para não ter que acordar de mim, ainda que eu desperte com a cara de ontem a cada amanhecer. Rezo baixo, excomungo qualquer sensatez e finjo que entendo o que me dizem, mas a impressão é que recitam versos mudos em mandarim. Estou frágil, e a vida me cobra resistência, mas não sou forte. Recordo cartas, corações, canetas coloridas - e isso me perturba - , gritos, vozes, fantasmas. Eu quero é uma força inexplicável, que me impulsione, um pouco de felicidade em dropes de goma, ou migalhas de açúcar no canto da boca. Tranqüilidade em suaves prestações, uma vida decente...



- by Júnior Creed at 22h23
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“Minha vida sem você
É uma canção de amor tão clichê
O meu 'bem-me-quer' não quis
Fez de mim um folião infeliz

Sou um triste pierrot mal-amado
Mestre-sala desacompanhado
Um bufão no salão a cantar...”

 

(Colombina, Ed Motta)

 



- by Júnior Creed at 11h02
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Sob o efeito de um olhar

 

“Quando eu mergulhei

Fundo nesse olhar

Fui dono do mar azul

De todo azul do mar”

(Todo azul do mar, Flávio Venturini)

 

Mais ou menos assim: não é amor, porque ninguém ama um olhar somente - distante, dolorido - , ama o conjunto da expressão, do ser, do todo, mas era a nítida sensação de que queria abraçá-lo tão forte a ponto de ouvir dizer coisas como “não vai”, “foi bom pra mim também”, “a gente se fala ainda hoje” ou “ta” (e me olhar com o olhar de menino sozinho em dia de chuva). Sob a falta de luz das estrelas e reveladas faces um do outro num raio, relâmpagos e vento, muito vento, eu mergulhei naqueles olhos medrosos, aflitos e vi tanta coisa que quase pedi com força para não sair nunca dali. Havia um mar gigante, de águas calmas, sem fim, um trailler água com açúcar numa tarde de namoro, sem preocupação, horas a fio, conectado num elo tão inimaginável que perco o fôlego só de pensar e não consigo criar metáforas tão grandiosas que descrevam isso que sinto e vejo em mente, mas não me sinto apto a externar. No meio disso tudo existe um sonho, uma projeção, porque a gente fala sim quando quer, e a gente nega o visível, cada um conhece seu fantasma particular e faz dele amigo ou inimigo. Mas o olhar que eu não me esqueço parecia retirado de um filme antigo, em preto e branco e sem falas, o cinema mudo tinha essa magia de nos captar pelos gestos. Chaplin, amado, falava que o tempo é o melhor autor pois sempre escrevia o final perfeito. E a viagem não acaba, sem eu sentir meu rosto quente de vergonha ao perceber que os olhos semelhantes aos de Pagu também me fitavam e achavam meus olhos de palhaço triste. Eu me vi num olhar singelo, e não disse nada, mas senti tudo. Eu me perdi nas vielas solitárias de um bosque que se iluminou sob efeito de um encontro de olhos perdidos. E o tempo, ah, esse ainda busca um final para esse encontro, um encontro de almas em oceano aberto, extenso, de grandiosas íris dilatadas de desejo.



- by Júnior Creed at 20h47
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Arquivo morto

 

Eu sempre fui um desses moços ambíguos, que brincam de dia para se mostrarem noite aos olhares desatentos, que caminham cem metros e se sentem cansados de correr o tempo todo em busca de si mesmo entre as influências múltiplas que os rodeiam. Instinto de puta errante mesmo, daquelas selvagens de beira de estrada que arrancam corações, mastigam com violência e depois cospem fora. Tenho sono leve e acordo com o som de colibris na minha janela... Nem sei mais o que me tornei...

 

“We need to concentrate on more then meets the eye.”

(Twenty years, Placebo)



- by Júnior Creed at 21h05
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Soprando velinhas

[uma breve retrospectiva biográfica]

 

- Nasci numa pequena cidade do interior da Bahia, quase um fim do mundo, uma cratera aberta por um cometa há milhões de anos, um buraco, um vácuo, um elo, e, hoje, uma saudade. Minha Bedshaped, como diriam os ingleses. Meu porto seguro particular, como eu guardo no coração.

- Do ao ano de vida tive diversas complicações de saúde, derivadas de alergias respiratórias, minha mãe conta que uma vez até morri (agora adivinhem de quem herdei o exagero...).

- Aos 06 anos fui à escola, se bem que eu já sabia ler nessa época, minhas irmãs me alfabetizaram.

- 07, 08, 09 anos: o ápice da infância. Fazenda, primos, banho de rio, desenho animado, balanço feito com corda amarrada a galho de árvore, liberdade...

- Aos 10 anos tive meningite. Alguns muitos dias internado – isolado - num quarto de hospital, lembro-me perfeitamente da imagem da minha irmã lendo revista em quadrinhos para mim.

- Mãe, pai e uma crise que quase gerou separação. E eu assisti tudo no alto dos meus 11 anos. Tocava na FM: “Se meu corpo virasse sol, minha mente virasse sol, mas só chove e chove, chove e chove...”

- Aos 12 comecei a desacreditar no ser humano. Meu pai não é o super homem que eu imaginei. Juro que ainda não tinha lido “O apanhador no campo de centeio”.

- Sexta-feira, 13: e bate na minha porta uma coisa chamada adolescência.

- 14 anos: acne e primeiro beijo. Sinceramente, gostei mais da sensação pós-beijo, parecia flutuar, o coração batia tão forte...

- 15 anos: a vida não é uma festa. E eu agora uso óculos. Sem crises, não por isso. Li Werher, de Goethe, meu livro eterno.

- 16 : ok, o mundo não gira ao meu redor, mas eu posso ter amigos. Ainda soava ao meu ouvido algo do tipo: é impossível ser feliz sozinho.

- Legião Urbana, Cazuza e 17 anos- não necessariamente nessa ordem -. O começo das inquietações existenciais. “To be or not to be”. Maldito Shakespeare. Mas a raiva passou logo, eu acho.

-18: namoro, conflitos internos... Descobertas... Medo... Angústia... Dor... E um monte de reticências...

- um mundo novo chamado universidade se abre para mim aos 19 anos. Sexo, drogas e rock ´n roll ou qualquer clichê barato.

- Demorei 20 anos para perceber que ‘nada vai conseguir mudar o que ficou’. E certos caminhos são irreversíveis. Minha expulsão de Neverland torna-se um objetivo.

- E nas vielas da vida eu me encontro aos 21. Agora eu posso ser eu mesmo, porque eu já sei quem eu sou. Difícil entender? Será verdade mesmo?

- Ter 22 anos é bom porque cada pessoa que passa pelo meu caminho é uma possibilidade. Tudo que me cerca tem proporções relativas a um castelo de areia. Memórias, crônicas e declarações de amor: por gentileza, não vá embora, amor I love you. Não é fácil, é estranho...

- Aos 23, eu descubro que para as outras pessoas eu também sou visto como uma possibilidade. E o castelo de areia desaba de maneira trágica, mas necessária. “Agora eu vejo, aquele beijo, era mesmo o fim...”

- 24 é a idade de James Dean, meu ideal apolíneo-dionisíaco. E eu tenho o pior ano da minha vida. Almas gêmeas nunca morrem, Júnior Creed, alguém falou.

- E aos 25, hoje, eu continuo aprendendo a ser eu mesmo, porque ainda estou crescendo. Tenho conflitos com Deus, sou mal humorado de manhã, possuo grandes amigos e alguns deles eu nunca vi, já quis ser cientista, astrônomo e ET, e sou professor de filosofia (não deixo de estar no mundo da lua, bem verdade), sou legal – e estou te dando mole -, não sou legal – sou tímido -, leio Caio F., Clarice e Kierkegaard, ouço canções dos anos 80, tenho mania de passado e beijo pôsteres com fotos da Audrey Hepburn, adoro mandar e receber cartas, tenho tesão por um monte de coisa – e gente -. Sinto depressão pós-filme, entre ficar em casa e uma balada, eu prefiro meu quarto e um livro, juro sempre que nunca vou me apaixonar e me apaixono todos os dias pelas pessoas erradas, divirto gente, choro ao telefone. E sou uma metamorfose ambulante sentimental. Freud talvez não me entendesse, mas Morrissey me entenderia.



- by Júnior Creed at 00h05
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Partir, andar, eis que chega
É essa velha hora tão sonhada
Nas noites de velas acesas
No clarear da madrugada
Só uma estrela anunciando o fim
Sobre o mar, sobre a calçada
E nada mais te prende aqui
Dinheiro, grades ou palavras...

 

(Partir, andar – Herbert Vianna)



- by Júnior Creed at 21h04
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O caminho dos barcos

 

Eu te chamo dia, pois amanheceu assim, pra mim. Trouxe consigo a alegria que me faltava. E se navego nos seus olhos, me perco no mar fascinante, nesse azul celestial. Das noites, sonhadas em vão, que lembrança não quero sentir mais. Ele veio e trouxe a magia, nosso sono é quase um transe, e não preciso ter medo de fantasmas perdidos... Respiramos juntos, astutos. Batidas ritmadas dos nossos corações alvoroçados formam a trilha sonora favorita para o repouso no peito do meu amor. Como uma redoma capaz de me proteger dos perigos de ontem, eu sustento nas pontas dos dedos as sensações doces que emanam quando estamos juntos. Eu beijo na ponta do nariz, e faço votos que essa paz nunca termine. Espero acordar e me deparar com um sorriso junto ao meu. E eu nunca pensei que estar alheio às inclinações mundanas fosse tão interessante. Assistir o relógio passar de maneira desenfreada e não poder fazer absolutamente nada, e ainda assim estar feliz, pois inspiro-me nas eternidades que duram pouco mais que meia hora...

 

Update: texto antigo, saudades de L., saudades de tudo: me perdi em meio à soda. Soda cáustica. Que consumiu meu coração. Me diluí como soda. Soda guaraná. Doce demais, líquida demais, borbulhas e gelo, muito gelo. Mais gelado que isso só o meu coração. Agora. Revendo filmes bobos, comédias românticas despretensiosas, e ainda me dizem sobre quem não ama. Os que não amam não têm pretensões. Quem não ama, não vive, não existe. Virou pó de refresco sem sabor. E tudo beira o vazio, do copo, sem água, sem líquido algum, inodoro, incolor, insípido. Saudades dos olhos de Pagu que só L. tem.  “Sou ariano torto vivo de amor profundo”, como eu disse naquele dia.



- by Júnior Creed at 21h13
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