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Baby I've been here before
Querida, eu já estive aqui antes
I've seen this room and I've walked this floor
Eu vi este quarto, eu andei neste chão
You know, I used to live alone before I knew you
voce sabe, eu vivia sozinho antes de conhecer você
And I've seen your flag on the marble arch
E eu vi sua bandeira no arco de mármore
and love is not a victory march
E o amor não é uma marcha da vitória
it's a cold and it's a broken hallelujah
É um frio e sofrido Aleluia
Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah
Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia
(Jeff Buckley)
Anedota melodramática
Para Cris Luz, que leu antes
A verdade é que já não havia mais nada lá dentro do peito, tudo estava oco, opaco, translúcido demais para enxergar qualquer coisa que não beirasse a um rabisco abstrato, sentimentos quando findam não ressuscitam, não adianta insistir... Faltava meia hora para o fim da sessão de cinema naquele shopping lotado, sábado, fim de tarde, quase noite e eu estava parado em frente a alguma vitrine olhando a dança de uma bailarina dentro de uma caixinha com som irritante. A vida é bem menos complexa, agora eu acredito, um certo dançar de corações espalhafatosos, com trilha sonora e flash back. Um insight. Peguei o restinho de afeto que havia na minha sensatez orgulhosa e fui embora sem olhar para trás. No caminho percebi que sentia um desejo enorme de sentir algo doce na boca, um beijo talvez, uma língua fazendo voltas em encontro à minha e quase retorno para o reencontro. Pensei melhor em milésimos de segundos. Passei na primeira Doceria que avistei e pedi à vendedora: vê-me um pirulito bem grande, o maior que tem na loja, o mais gostoso... Doce é meu amor próprio.

“Meu coração é um sapo rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.”
(Caio Fernando Abreu)
Carrossel
Seco o solo que não sente o molhar de minhas lágrimas, mas é o tempo, perdido, que roda virando mundo, mundo, mundo carrossel. E em uma dessas voltas, eu me volto para o que considero certo e me agarro, resisto ao que temo. E aguardo, manso, um novo girar... Fecho os olhos na direção de um prisma que ofusca minha visão para me confundir e subo-desço sob o balanço, e o vento bate no meu rosto, o tempo passa, sorrateiro, parecendo me escutar... Quero falar sobre as respostas que colhi como folha seca numa alameda de um outono febril, irregular, com cara de inverno numa manhã de julho. Preciso contar ao tempo: não preciso contá-lo mais.
“O tempo é que vai passar,a gente só vai rodar na mesma ilusão de recomeçar. Jogue tudo pro ar eu estou a flutuar numa ilusão fácil de alcançar...”
( Ter que esperar, Chicas )

Ela entre nós
Para Juliana Ritter, que me fez relembrar
Se as paredes brancas daquele apartamento pudessem cantar, soaria uma canção que começa leve, bem suave, e depois aumenta o ritmo e os versos, uma poesia dentro dela pulsa tão forte que a melodia em total sincronia não agüenta e estoura, invade, nos faz levitar. Preciso de trilha para fazer da minha vida uma constante overdose de emoções serenas, preciso ouvir ao fundo de meu âmago alguém sussurrar, ao menos, mas não pode ser qualquer som, presto atenção na entonação, e pairo, lento e morno, em passos de danças que vão desde um simples bater de pés a um encontro de corpos coreografados. E lembro bem de momentos embalados pelo primeiro álbum da Maria Rita, em especial quatro canções dúbias, talvez contrárias, mas que seguem uma linearidade que eu entendo perfeitamente. Cada uma delas embalou um amor que, ao contrário do que vemos em filmes e novelas, não teve um término feliz, mas um final necessário, com reticências eternas... Quando eu o ouvi cantar, tentando imitar os falsetes da cantora, algo como “me abraça, me aperta, me prende em tuas pernas”, a sensação era de entrega total, naquele momento eu estava pronto para recebê-lo e fiz dessa entrega um encontro de almas desertas, coisa que só descobri depois, fiz a festa dentro dos nossos corações. E fomos nos musicando. Eu era Cara Valente, pela sutileza do meu mau humor habitual que escondia um certo ar de proteção, medo de me deixar encarar. Já ele, o outro, era Santa chuva, e ficou assim pra sempre, pois teve o dia da tempestade, mas era um prelúdio, eu já estava cansado e aflito por ver o céu – o nosso céu particular – desabar diante de nossas dores, que foram aparecendo e encobrindo tudo, como dia nublado, prestes a trovejar. Por fim a saudade de Veja bem meu bem faz morada, pulávamos sempre essa faixa na esperança de nunca a vermos acontecer. E, que ironia, agora o que me resta justamente é essa coisa sublime que me faz parar o olhar no vazio e suspirar fundo, receber todo o ar dentro de mim, e depois expirá-lo, tentar fingir qualquer coisa quando sentir que uma lágrima pode molhar o encarte do CD riscado com declarações de amor. E, como ela – que esteve entre nós - canta ao término, “foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu”.
Ainda tentamos não ser estrelas anônimas num céu cor de prata, mas na Via Láctea que nos engole ainda há canções para que um possa lembrar do outro, e do outro, da outra, de tudo...

Plágio, mais uma vez...
O assunto é sério e está tomando proporções gigantescas. Recebi, ontem, mais duas denúncias de que escritos meus estão sendo plagiados. Ao averiguar os dois casos, percebi que se tratavam, de fato, de escritos meus sim. E volto a denunciar aqui. Digo e afirmo que todas as medidas legais e ilegais serão tomadas se as pessoas envolvidas não se retratarem, lembrando sempre que tenho meus escritos registrados na Biblioteca Nacional e sou conhecedor dos meus direitos, enquanto pessoa e artista. Plágio é crime. A pena para quem for pego vai de três meses a um ano de prisão ou multa por apropriação indevida de textos.
Coincidentemente ou não, ambas usurparam o texto de estréia do Vale da solidão (13/10/2006), que justifica o porquê de eu ter colocado esse nome em meu blog. < para lê-lo, clique aqui >
Abaixo seguem os links das blogagens roubadas e o perfil orkutiano das ladras:
Rose: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=1059262121007559647
Esta não retirou nem mesmo a citação de Kierkegaard que antecede o post, e que eu lia, na época, para escrever minha mononografia. É muita cara-de-pau!!!! O post usurpado: < clique aqui >
Fran
Esta foi mais longe, além de roubar o texto todo, ainda acrescentou a ele um monte de frases soltas que fizeram com que meu texto perdesse toda a identidade. Leia: < clique aqui > Conteúdo já excluído
A quem interessar possa, leia o brilhante artigo da Sandra Pontes [Plágio, uma questão de ética] e vamos todos aderir à campanha proposta por ela, meu selinho já está ali no cantinho. O link para o site da Sandra é: < clique aqui >
Plágio é crime, denuncie!!!!
Update 02/05/2008 : Pessoas, não sei se leram os comentários, mas uma das plagiadoras, a Fran, veio até aqui, se retratou e tirou o conteúdo do ar. A outra,Rose , depois de ter sido escrachada em seu orkut, apenas deletou o seu profile. Envergonhada, acredito. Quero dizer a ela que as medidas legais já estão dendo tomadas. Um abraço a todos e vamos denunciar essa galera que pensa que copiar + colar é uma coisa bonita. A luta continua, companheiros!